domingo, 20 de maio de 2018

Foi um sábado muito bom

Por definição, "Sábado" é dia de coisas boas. Isto na minha cabeça, já se sabe. Por razões que não deslindo associo este dia a dia de felizes ocorrências. Melhor que sexta-feira e muito, muito melhor que domingo. Sábado é, por excelência O dia!

O de ontem foi muito agradável, agradabilíssimo, com sol, calor , companhia de amigos e passeio até terras galegas.


Escolhi preto e branco e muitas bolinhas para me vestir - vestimenta antiga, mas sempre atual ...



... adequada ao dia primaveril.
Às camadas para prevenir o imprevisto dum golpe de frio - que realmente ocorreu no final do dia

Os tecidos não amarrotam, excelentes para viagens 


A minha amiga vestiu de preto



e muito bem!
Gosto destas combinações de preto + castanho + branco - remetem-me para África, não sei bem porquê-.


A minha amiga elogiou-me os sapatos, mas ...

A minha amiga elogiou os meus sapatos que são realmente bonitos, mas ...


... com reservas!
É  que, ao fim de pouco tempo, incomodam, magoam, transformam-se em facas




Já as sandálias dela, são verdadeiramente "todo o terreno"

Quando me vesti, sabia que os meus pobres pezinhos iriam protestar. Aliás protestam sempre. Protestam seja qual for o tipo de sapatos (com excepção dos ténis). Por isso, prevenida, levei comigo um par extra para trocar em caso de necessidade. Troquei. Fiquei feliz, aliviada e confortável.

Depois seguimos para a Galiza, concretamente para o Grove, onde a oferta de peixe e marisco é imbatível.



Nos restaurantes, o apelo é este ...

Voltámos ao de sempre ...

simpático e acolhedor ...

... com ofertas irresistíveis.

Foi portanto um sábado muito bom, como se quer que sejam todos os sábados.

Hoje o sol sumiu e está frio. De novo. Muito frio.
Voltemos aos casacos e às lãs.

Boa semana

Beijo
Nina

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Conjugar o novo com o antigo, eis a questão ...


Como  conjugar o que se veste?

É  a pergunta, a tal do milhão de dólares, porque aí reside o busílis da questão  e explico.

Se no início da estação.  em pleno estado de paixão  face às  novidades, se investe em "conjuntos" em que tudo está combinado - as calças com a blusa, com o casaco, com o cinto, com os sapatos ... e por aí fora - tudo combinado, tudo previsto, o tal posterior problema da conjugação não existe.

Se, pelo contrário, como ocorre com a maioria das mulheres, entre as quais me incluo, as aquisições  são restritas e selecionadas, de modo a produzir visuais utilizando "a prata da casa", aí  a coisa muda de figura, exige reflexão e ponderação,  tendo em vista o que reside, fruto de compras de anos anteriores,  lá no roupeiro de casa.

As imagens que a seguir mostro, são prova disso mesmo, da tal ponderação , em que tive a preocupação de rentabilizar e conjugar cores, no caso o AZUL!



Casaco de linho azul bebé - do ano passado e que continuará a ser meu,enquanto conservar o bom aspeto atual

Tratei  criar espaço para continuar a usar este casaco - admito que gosto particularmente de casacos compridos e só no pico do Verão os dispenso.


Combinei com calças de ganga azul escuro,, de perna larga, talhada a direito.
Quando as recebi (foi uma compra online) pareceram horriveis, largueironas, deselegantes. Mas não!
 São confortáveis,  vestindo lindamente.




   

À falta de fotógrafo, eu mesma registei as imagens diante do espelho ...mas, definitivamente, não é a mesma coisa.


A blusa é deliciosa, muito fininha, muito suave, uma segunda pele.
Veio da Zara!



Escolhi nestas cor, embora houvesse uma razoável gama de tons.
Quis azul!
Porquê?
Para combinar com o casaco.

Há uma tendência que aconselha a jogar com cores contrastantes. A mim parece-me arriscado e por isso opto pelo mais óbvio e mais seguro.


Nos és, de novo azul!

Foi, portanto, vestida de azul que vivi estes primeiros dias de Primavera, feliz e contente com as novas aquisições que acabam por revitalizar tudo o que já não é assim tão novo.
São muitos anos de prática, minhas amigas!

Beijo
Nina



domingo, 13 de maio de 2018

Inspirando-me ...



Quando, sob o título Primavera, mostrei  AQUI um conjunto de "looks" que me tinham agradado, na minha memória, conservei em particular este:

studded fringed leather jacket + jeans | street style obsession
Jeans antracite, botins e blusão de couro.
Para aqueles dias mais frescos, com céu enublado, com repentes de frio, agrada-me, porque é leve, prático e atual.

Acontece que no último sábado o dia nasceu com sol, mas muito pouco convicto. Estava fresco e podia mesmo chover, como aliás aconteceu.

No momento da decisão, na hora de escolher o que vestir (hora sagrada, como muito bem sabem ...) lembrei esta possível combinação, embora com liberdade de optar pelos detalhes que muito bem me apetecessem - era só o que faltava! Vestir-me à risca, como quem segue uma receita culinára. Aliás, nem aí sou obediente ... mas essa é outra conversa.


Blusão de couro - check!

Jeans antracie e botins (bordeaux) -check!

Um investimento seguríssimo!
Blusão de couro preto é peça chave que será rentabilizada "uma vida"

Este é da Zara e tem vários anos.
Para alegrar juntei a malinha estampada - um achado, uma pechincha encontrada num mercado de rua em Itália

Os jeans são novos, de cintura subida, o máximo do conforto se comparados com aquela invenção do demo que eram as calças de cintura descida. Não posso gabar-me de não as ter comprado, até porque, a dada altura, era o único modelo que se encontrava à venda.
Agora, de novo e finalmente voltamos a exibir a cintura!

Sob o blusão vesti uma t-shirt branca e enrolei um lenço no decote - há coisas que de facto nunca mudam ...



Foi uma boa escolha, como apenas o são as escolhas que nos transmitem conforto e segurança.


Tenham uma feliz e produtiva semana, que o tempo voa e já estamos a meio do mês de Maio.

Beijo
Nina

terça-feira, 8 de maio de 2018

Uma almofada que já foi camisa ...


Aprendi, por puro acaso, que o tecido com que são feitas as camisas de homem tem excelente qualidade e que é uma pena não o aproveitar quando as mesmas se encontram imprestáveis, pois têm o péssimo hábito de se estragarem no colarinho e nos punhos.
Ouvi dizer que é possível "operá-las", isto é, praticar uma certa cirurgia , virando as partes doentes. Não estou para isso, até porque não sei ( nem quero saber) como se faz.
Logo, assim que a dita apresenta sintomas de "maleita" é retirada do roupeiro e segue para o cesto dos tecidos.
Duas esperavam vez, esperavam que eu me dispusesse a dar-lhes destino.
Acontece que a costura, como tudo na vida, corre melhor quando apetece.
Esperei pois que o apetite se anunciasse.
Então, tratei de as cortar em partes - mangas, frentes e costas. Passei-as muito bem e comecei a medir e a cortar.




Aproveitei um quadradinho em tempos bordado e, a partir dele fiz crescer a capa da almofada.
O tecido rosa  bem como o verde às pintinhas foram aproveitamentos de retalhos. Apenas o xadrez  pertencia à camisa.

Depois de costurar as diferentes tiras, coloquei manta térmica para dar "corpo e forrei. Só então liguei as duas partes da almofada.

Tenho ainda diversos bordadinhos guardados, parecidos com este. São ternurentos e valorizam a peça onde se costuram-

A parte de trás da almofada..
Aproveitei os botões e as "casas" da própria camisa

Ficou perfeito!
Sem fechos, sem complicações

Não sei como não tinha pensado nesta solução há mais tempo ...

Pronto! Cá está ela!

 Sobraram ainda vários pedaços deste xadrez e uma outra camisa.
Comecei a recortar quadrados e dentro em breve nascerá uma toalha para a mesa da cozinha, que não deixarei de  - vaidosa - exibir!

Decididamente, encontro-me em "modo" costura. Há que fazer render a onda.

Beijo
Nina

domingo, 6 de maio de 2018

Muitas flores






Cobri-me de flores, embrulhei-me em flores. Flores aos montes, aos molhos. Só flores.



Comprei este vestido. Rosa. Repleto de rosas.

Mas não só rosas. Não!
Outras variedades compõem o ramalhete.

É um camiseiro, com bolsos ...

... cinto,(pequenas) aberturas laterais ...


... abotoado com grandes botões brancos ...

... mangas a 3/4 e bolsos no peito.
Um perfeito camiseiro. Clássico, mas ainda assim moderno.

O tecido é que transgride! É vistoso, exuberante e marcante. Identificável à légua.
Veio da Zara e imagino os quilómetros de tecido que terão sido utilizados para confeccionar este modelo. Corre o risco de se tornar viral (como agora se diz) e será fácil, facílimo, cruzar-me com dezenas de mulheres vestidas como eu, não só aqui, mas em qualquer lugar do planeta, dado que a Zara está em todo o lado.

Vesti-o ontem, entusiasmada, empolgada com a ousadia da escolha e, inesperadamente, não encontrei ninguém que o usasse.
Quem procura exclusividade deve evitar a Zara, que não pretende enganar ninguém.
Lá, o (meu) sistema é optar por tecidos lisos que não deixam rastro.
Desta vez, porém, ousei.
Porque gosto e me apeteceu.
Foi o primeiro dia verdadeiramente primaveril. Para o receber nada mais adequado do que cobrir-me de flores.

Beijo
Nina

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Formigueiro

Sinto uma espécie de formigueiro nos dedos, sinal inconfundível que me ataca sempre que me apetece muito, mas mesmo muito tricotar.
Não é que tenha estado parada, pasmada, inerte, frente à TV.
Não, de modo algum!
Estas mãozinhas têm-se mantido ocupadas :




São dois casaquinhos para dois bebés que chegam no Verão.
Inspirei-me num modelo que encontrei no Pinterest e tratei de comprar fio adequado. No caso, muito fininho, próprio para roupinha pequenina. Achei piada ao matizado suave e meti mãos à obra com grande entusiasmo, seduzida principalmente pelo facto deste modelo ser tricotado numa só peça e quase sem costuras - apenas as exige ao longo das mangas.
Só que, dada a espessura do fio e correspondente das agulhas, a obra é lenta, é mesmo muito lenta.




Neste momento estou prestes a concluir o segundo casaquinho. Depois é pregar os botões e entregá-los à futura mamã.







Este ritmo lento cansa-me., desestimula-me. Gosto de ver a obra crescendo. Porém, dado que me meti nela, há que aguentar e dá-la por concluída.

Verifiquei que, se calhar, o fio não é suficiente e que precisava de me reabastecer.
Fui à loja das lãs!
Uma perdição.
Adoro aquele mundo tentador e colorido.

E , como seria de prever, caí em tentação.




Trouxe este algodão azul, uma cor completamente imprevista para mim. Acontece que, por instantes, a visualizei combinada com branco. Não hesitei.
O modelo?
Não faço a menor ideia, mas algo há de surgir.

Vou terminar e casaquinho e debelar o formigueiro na ponta dos dedos.
Ainda hoje, ou, na pior das hipóteses amanhã!

Bom fim de semana.

Beijo
Nina

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Como me vesti




Eu que não sei fazer malas (não sei mesmo!), desta vez até que não me saí mal de todo, porque restringi as escolhas.


Escolhi o bege e foi fácil.
Saí de casa vestindo este fato de linho ( embora, à cautela, levasse um casco comprido ) .
Correu bastante bem, sem me confrontar com peças que nada tinham a ver umas com as outras.

Vesti, pois, camisa de seda, blazer e calças bege e sapatos - muito cómodos - dourados e mala camel.

à volta do pescoço, umas pérolas que ficam sempre bem 


Em Sanxenxo, olhando a praia, estava-se muito bem, apesar do vento.


À tarde, troquei o blazer por uma parka confortável e quente ...


... continuando a visita às mil praias que aqui se encontram

Felizmente o céu limpou, as nuvens sumiram e tudo ficou mais colorido e luminoso

... embora o ventinho gelado soprasse  sem piedade.

Para jantar, usei calças justas e combinei com uma blusa às bolas.


Também troquei os sapatos, usando estas sabrinas em animal print.


Agasalhei-me com a parka, assim completando o conjunto.



Mais de perto , as sabrinas.
São cómodas e, para meu gosto, apesar de não terem salto, são elegantes.

Esta minha mala ficará na (minha) história, por ser uma das raras em que consegui escolher e organizar devidamente.
Usei tudo o que levei  e senti-me bem na minha pele, que é o que de facto importa.

Moral da história:
Sensato e seguro é não cair na tentação de levar tudo apenas porque é bonito.
A chave é apostar numa cor e escolher com critério.
Eu acho.
Dei-me bem com o sistema.

Beijo
Nina